Domingo, Maio 30, 2010

Anistia e integração sudamericana

"Para Santos, apoiado pelo popular presidente Álvaro Uribe, acordos humanitários "não têm nada de humanitário" e incentivam a guerrilha a realizar mais crimes deste tipo, justamente em um momento em que esta prática foi reduzida. Mockus, por sua vez, diz que não quer “nem ouvir falar em negociação enquanto o grupo armado detiver reféns” e defende que as libertações unilaterais precisam ser mediadas pela Cruz Vermelha e pela Igreja Católica."  Do UOL

Ainda bem que Uribe está saindo do poder. O que virá, o apoiado ou oposicionista e ex-prefeito de Bogotá?

Espero que não seja a situação, pois, se a Nigéria está em processo de finalizar sua guerra civil com um processo de anistia e acordos humanitários, além de ações sociais, porque a Colômbia também não pode fazer o mesmo? Acho que seria muito interessante isso. Utilizar todo o conhecimento de selva das FARC e ELN para construir toda uma estrutura de turismo e transformar a Colômbia num pólo turístico com atrativos que nenhum outro lugar consegue: ter uma floresta com tanta diversidade e tão bela. Além de ter paisagens belíssimas


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Dúvidas no ar

Vi uma discussão sobre drogas muito interessante, sexta-feira passada. Duas pessoas falaram a respeito, o primeiro falando sobre o efeito, das principais drogas usadas no Brasil, nas pessoas e o segundo sobre como é importante ter a mente aberta para novas abordagens sobre esse tema da seguinte perspectiva: como se vai "curar" um drogada caso ele ache que é feliz nessas condições? Assim, sob este pretexto, argumentaram que o uso da droga se dá a partir dum contexto no qual o sujeito está inserido, e que isto deveria ser investigado para uma análise mais completa do indivíduo (diferenciando-o do status "drogado" e tratando-o como um "sujeito"). Muito interessante porque os dois desconstruíram o refrão da RBS de "drogas nem pensar" para "drogas, repensar!". 

Os dois tinham uma posição de legalização das drogas (legalizar pelo fato de que já se usam elas) e de que todos nós somos drogados (consumimos café, chimarrão, cerveja, cigarro, chocolate, etc). Além disso,  praticamente se defendeu que o uso se dá por parte de uma pessoa, e temos que respeitá-la acima de tudo. Então, se ela quer usar, "quem sou eu para dizer que ela está errada?"

Também disseram que poderia ser interessante que o governo produzisse drogas de alta qualidade de modo a se ter uma diminuição nos danos aos usuários, o que poderia vir a postergar a morte das pessoas.


Acredito que essa argumentação é bonita quando se está num cursinho, mas temos que fazer algo mais concreto e de verdade.

A argumentação que deveriam utilizar é de que os gastos com o combate ao uso, venda, transporte e produção das drogas é muito custoso, e de que seria mais interessante tratar as drogas como um problema de saúde pública, como o caso de Portugal, de modo que se permitisse existir uma estrutura que possibilita-se um acompanhamento e tratamento dos drogados. E que isso se mostrou ser mais barato (por enquanto), apesar de os índices de uso não terem diminuídos.

Também é de vital importância analisar as externalidades do uso de drogas como cocaína, álcool e loló. Quando alguém vira alcóolatra, ele não vira sozinho, a família inteira vira alcolista. Toda a família sofre junto com aquela pessoa. Com as drogas ocorre o mesmo. Numa visão puramente matemática, é muito dinheiro gasto na formação de capital humano para que se jogue fora do dia para a noite para que a pessoa possa ter um barato por alguns instantes e, a partir dali, afetar todos à sua volta sob uma menor eficiência nas suas atividades. Para quem depende daquele indivíduo, isso se torna um problema muito sério. 

Ser filho de um alcolista e ter que buscar o pai ou mãe no bar, caído de bêbado na calçada, a humilhação que a criança passa. As dívidas geradas.

O número de pessoas mortas por motoristas alcoolizados todos os anos no Brasil são altíssimos.

Se não houvesse essa questão de externalidades negativas às pessoas que convivem (família, amigos, vizinhos), acho que seria tranquilo todos estarem usando. Então, o que fazer?

-Será que legalizar e regulamentar a sua produção como acontece com o cigarro seria interessante? A soma do que se gasta com combate às drogas, mais os impostos arrecadados na produção/venda delas, possibilitariam uma redução gradual de seu consumo através de propaganda (como ocorre com o cigarro) e conseguiriam diminuir os custos à sociedade (sob a forma de saúde ou manutenção dos espaços onde se consumiriam-nas, por exemplo)?

-Com a legalização do uso, produção, transporte e venda, como seria que se dariam as relações de alguém que não está no estado "normal" esperado na rua?

-Como se trataria a questão da família que não quis que acontecesse isso com seu parente? Que perdeu mais um braço para o trabalho, que pode vir a afetar as relações na casa (talvez uma mãe ou pai que ficam tempo demais no barato e não dão atenção suficiente para a filha ou filho e este acabe entrando nesse mesmo caminho, não como opção, mas que a situação o "obrigou")?

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Sábado, Maio 29, 2010

panorama macro

Dados tirados do FMI, fiz estes dois gráficos que dá para brincar bastante e ver algumas coisas interessantes. Neste se vê que o pib venezuelano é igual ao argentino, em dólares. Neste outro, mostra-se que apesar de a Argentina ter um problema de inflação mais elevada que a brasileira, e um crescimento de seu pib lenta, o pib per capita, após a recuperação total da crise de 2001-02, é mais elevado do que o período anterior. Vale também notar a diferença do coeficiente de inclinação entre o pib brasileiro e o argentino a partir de 2003-04.

Interessante os gráficos e a análise neste site que faz conjuntura africana, que demonstra/reinforça a idéia do comércio chamado Sul-Sul.

Curiosidade no site da OCDE sobre a estatística brasileira do IBGE de preços ao consumidor:
"[...]households in urban areas. The expenditure of owner-occupied housing is not computed. Cigarettes are included. Prices include taxes[...]"

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Segunda-feira, Abril 05, 2010

ineficiencia alocativa de capital humano e a desigualdade salarial

O nytimes, ao falar de Samuelson, creditou a ele a seguinte frase: "Women are men without money." É interessante notar o que ela significa. Diferentemente de grande parte de seus colegas, este tinha uma visão que contemplava a não diferenciação de gêneros.
Partindo da análise de que não há homem e mulher, mas sim um indivíduo que tem preferências diferentes (agentes) para as mais diferentes áreas (do lazer, trabalho, conservadorismo, etc). Assim sendo, porque uma pessoa recebe menos salário que outra exercendo as mesmas funções e com as mesmas qualificações profissionais?
Isso não seria ineficiência do sistema, já que geraria uma "classe" (nada de K. Marx aqui - se trata dos homens) que tem incentivos para não serem mais eficientes/produtivos no momento em que estes não precisam buscar aprimoramentos (estudos, novas técnicas/tecnologias)?
O mais interessante é que muito raramente encontra-se estudos que falem sobre esse problema latente em nosso mundo. Às vezes encontram-se estudos isolados que tentam dar dimensão desta problemática mostrando que 75% da pobreza é composta por mulheres e seus filhos. Também tem estudo que mostra que quanto maior o grau de instrução (anos de estudo), maior a diferenciação salarial conforme o gênero, ou seja, porque o homem almejaria um mestrado ou algo mais, se ele vai ganhar muito mais e ter mais chance de se empregar do que uma mulher que também tem anos de estudo equivalente ou maior até?

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Terça-feira, Março 09, 2010

esqueçam o post anterior, pois tudo está neste video

dados

Acredito que o futuro do conhecimento é a construção e desenvolvimento de idéias, conceitos e outros de forma quase que anônima, através da internet e que, através da internet nas nuvens está fazendo com que o mundo dê um salto adiante em termos de conhecimento e, quiçá, de inovações.
Nesse sentido temos as wiki e semelhantes, esse video que apenas da metade do final e o mapa do Haiti de fato mostram isso, e este que fala sobre dados.
O quão mais eficientes seriam nossas decisões se tivéssemos, realmente, uma base sólida de dados para fazê-los?
O interessante é que as pessoas os fazem de forma anônimas, com nicks que não as identificam e não fazem questão nenhuma que isso aconteça. A propriedade privada sobre a informação está se extinguindo, já que basta por no google.com e você encontrará informação a respeito de quase tudo que possa imaginar?
A propriedade privada sobre a informação é menos eficiente?
Se informação é poder, porque tantas pessoas contribuem dessa forma para a construção destas redes sociais (tratando-se de wikis e etc, e não de orkut)?

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Domingo, Fevereiro 07, 2010

e o que tem acontecido depois da Great Recession?

lições simples de economia, no editorial do nytimes, sobre o déficit estadunidense.

nesta outra reportagem, acho a seguinte pérola:
“Why should I as a worker pay for the errors in policies?”
simples, magrão, se chama democracia. não gostou das políticas do cara, na próxima eleição vota em outro que ofereça uma plataforma de propostas mais condizentes com aquilo que tu acredita/acha correto. por isso do "conservadorismo" democrático e os que defendem totalitarismo se utilizam desse argumento... lamentável

dólar fudido, EUA sem lá muito emprego e com déficit não ajudando em nada, e como fica o euro?
"Simply put, contagion is a fact of life in our interconnected global economy and financial markets. "

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Terça-feira, Fevereiro 02, 2010

o resto do mundo estabilizando-se, economicamente, o Brasil mostrando que é a mesma coisa de sempre, e agora, quando estora a bolha da bolsa brasileira? cai para uns 52 mil pontos?
a vida não é um moranguinho.

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Quinta-feira, Janeiro 07, 2010

decisões políticas

renúncia fiscal é um assunto polêmico no Brasil e está deixando de ser alardeado porque se mostrou inútil. aí vai um exemplo disso, onde a renúncia é feita aleatoriamente (em prol de interesses), e que gera praticamente nada de emprego. no cálculo de cada real renunciado, gera quase nada de emprego...

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